A Abrysvo da Pfizer é uma vacina para adultos com mais de 60 anos de idade contra o RSV, a principal causa de bronquiolite na população pediátrica e de doenças respiratórias graves na população adulta mais velha.
A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) aprovou na quinta-feira uma vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), cujos testes foram realizados no Hospital Militar Central de Buenos Aires, e tem uma "eficácia de mais de 80%", de acordo com o argentino Gonzalo Pérez Marc, principal pesquisador desses estudos.
"A que foi aprovada é a segunda vacina contra o RSV, e há outra que foi aprovada há um mês. É a primeira vez na história que temos essa vacina", disse à Télam Pérez Marc, pesquisador principal dos estudos de pesquisa clínica realizados para avaliar a segurança e a eficácia dessa vacina em nosso país.
Há um mês, a FDA aprovou a vacina Arexvy da GlaxoSmithKline para a mesma população adulta.
"A Argentina foi a rede de centros que incluiu o maior número de voluntários em um único país, depois dos Estados Unidos", disse o especialista, já que mais de 8.500 pessoas participaram.
Na Argentina, além do Hospital Militar, participaram três outros centros de saúde na Cidade Autônoma de Buenos Aires e um em La Plata e Mar del Plata, bem como centros clínicos em Salta, Córdoba e Tucumán.
"Foi bastante federal e com pessoas de toda a Argentina, o que é muito interessante", disse ele.
O ensaio clínico que avaliou a eficácia e a segurança dessa nova vacina foi conduzido em um estudo duplo-cego, o que significa que nem a pessoa que recebe a vacina nem o centro de saúde que a administra sabem se o voluntário está recebendo a vacina ou um placebo.
O especialista indicou que, além dos testes em adultos, foram realizados testes em mulheres grávidas, "o que permitiria que as crianças nascessem com as defesas".
Se aprovado, "isso mudaria totalmente a epidemiologia e a maneira como trabalhamos em pediatria, pois esse é um dos principais problemas pediátricos que temos todo inverno", disse ele.
Com relação à tecnologia por trás dessas vacinas, o especialista destacou que se trata de uma "proteína recombinante", ou seja, "proteínas fabricadas".
"A proteína que o vírus ingere é a que desencadeia a resposta de defesa imunológica, essa mesma proteína, sem o vírus, você constrói no laboratório e a introduz na vacina", explicou.
Ele acrescentou: "A vacina é um simulador de doença. O que ela gera é a mesma resposta imunológica que você geraria se tivesse o vírus, portanto, suas defesas já estão preparadas quando, em algum momento, você entrar em contato com o vírus.
Pérez Marc disse que o estudo começou há dois anos com uma "rede de centros", onde eles primeiro avaliaram a eficácia da vacina por um ano e depois avaliaram a segurança, que continuarão a avaliar até o final do ano.
"Ainda estamos com os voluntários do estudo, mas já sabemos que a vacina funciona e demonstrou ser muito segura e com uma eficácia muito alta de mais de 80% para a doença grave", disse ele.
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