Resumo
ANTECEDENTES
Entre os pacientes com doença renal crônica (DRC), o uso de eritropoietina humana recombinante e seus derivados para o tratamento da anemia tem sido associado a um possível aumento do risco de acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e outros eventos adversos. Vários estudos sugeriram que os inibidores da prolil hidroxilase (PHIs) do fator induzível por hipóxia (HIF) são tão eficazes quanto os agentes estimuladores da eritropoiese (ESAs) no aumento dos níveis de hemoglobina.
MÉTODOS
Nesse estudo randomizado, aberto, de fase 3, designamos pacientes com DRC que estavam em diálise e que tinham um nível de hemoglobina de 8,0 a 11,5 g por decilitro para receber um HIF-PHI oral (daprodustat) ou um ESA injetável (epoetina alfa se estivessem recebendo hemodiálise ou darbepoetina alfa se estivessem recebendo diálise peritoneal). Os dois desfechos primários foram a alteração média no nível de hemoglobina desde a linha de base até as semanas 28 a 52 (margem de não inferioridade, -0,75 g por decilitro) e a primeira ocorrência de um evento cardiovascular adverso importante (uma combinação de morte por qualquer causa, infarto do miocárdio não fatal ou acidente vascular cerebral não fatal), com uma margem de não inferioridade de 1,25.