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Resumo

ANTECEDENTES

Enquanto o Hemisfério Norte experimenta os efeitos da pandemia do vírus influenza A (H1N1) de 2009, os dados da recente temporada de influenza no Hemisfério Sul podem fornecer informações importantes sobre a carga da doença em crianças.

MÉTODOS

Conduzimos uma série de casos retrospectivos envolvendo crianças com infecção aguda do trato respiratório inferior ou febre, nas quais a influenza H1N1 2009 foi diagnosticada pelo ensaio de reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa e que foram admitidas em um dos seis hospitais pediátricos que atendem a uma área de captação de 1,2 milhão de crianças. Comparamos as taxas de admissão e morte com as de crianças da mesma idade que haviam sido infectadas com cepas de influenza sazonal em anos anteriores.

RESULTADOS

Entre maio e julho de 2009, um total de 251 crianças foram hospitalizadas com influenza H1N1 de 2009. As taxas de hospitalização foram o dobro das registradas para a gripe sazonal em 2008. Das crianças que foram hospitalizadas, 47 (19%) foram admitidas em uma unidade de terapia intensiva, 42 (17%) precisaram de ventilação mecânica e 13 (5%) morreram. A taxa geral de morte foi de 1,1 por 100.000 crianças, em comparação com 0,1 por 100.000 crianças para a influenza sazonal em 2007 (nenhuma morte pediátrica associada à influenza sazonal foi relatada em 2008). A maioria das mortes foi causada por hipoxemia refratária em bebês com menos de 1 ano de idade (taxa de mortalidade, 7,6 por 100.000).

CONCLUSÕES

A gripe pandêmica H1N1 de 2009 foi associada a taxas de mortalidade pediátrica 10 vezes maiores do que as taxas da gripe sazonal nos anos anteriores.